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Portugal tem programação especial como convidado de honra da BILSP 2022.

Entre os dias 2 e 10 de julho, acontece a 26ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que conta com um pavilhão inteiro dedicado a Portugal.

No ano marcado pelo bicentenário da independência do Brasil, Portugal é o convidado de honra da 26ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que se realizará entre os dias 2 e 10 de julho, no Expo Center Norte, em São Paulo.

A participação portuguesa no evento tem como objetivo promover os autores portugueses, apoiar a cooperação entre editoras portuguesas e brasileiras, promover áreas adjacentes ao setor do livro, com particular destaque para a indústria gráfica, além de reforçar o conhecimento da cultura literária portuguesa no Brasil e de promover Portugal como destino de múltiplas experiências de turismo literário.

Portugal escolheu como mote para a sua participação a frase "É Urgente Viver Encantado", de Valter Hugo Mãe, um dos escritores portugueses mais conhecidos no Brasil e autor de obras premiadas. A comitiva contará com a presença de 21 autores portugueses, incluindo escritores de Países Africanos de Língua Portuguesa e de Timor-Leste. A eles juntam-se dois renomados chefs, Vitor Sobral e André Magalhães.

O Pavilhão de Portugal, onde será desenvolvida uma programação especial, conta com uma área de 500m2, que inclui um auditório, espaço de encontro por onde passarão os autores portugueses e brasileiros, uma livraria com cerca de 380 títulos de 208 autores, espaço multiusos com exposições e a réplica de um bondinho português, além de uma área destinada a programação infantojuvenil.

Organizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), a BILSP oferece uma programação multicultural que mescla literatura, gastronomia, cultura e negócios. Grandes nomes portugueses marcam presença nos espaços oficiais de programação do evento, como no Salão de Ideias, Arena Cultural, BiblioSesc, Cozinhando com Palavras e o Espaço Infantil.

Antes da abertura da Feira será realizada uma rodada de negócios, na qual estarão presentes 8 editoras portuguesas que participarão também de iniciativas promovidas no pavilhão de Portugal na BILSP.

Programa cultural
Programação cultural externa
28/06
19H
José Luís Peixoto - Lê a sua poesia
Auditório da Biblioteca Mario de Andrade
29/06
14H
Conversa com José Luís Peixoto na USP
Edifício Prof. Antonio Candido de Mello e Souza, Av. Prof. Luciano Gualberto, 403, Cidade Universitária, USP
30/06
19H
Mesa com José Luís Peixoto e Socorro Acioli
Livraria da Travessa - R. dos Pinheiros, 513 - Pinheiros
04/07
14H
Conversa com Paulina Chiziane na USP
Edifício Prof. Antonio Candido de Mello e Souza, Av. Prof. Luciano Gualberto, 403, Cidade Universitária, USP
05/07
19H
O plantador de abóboras de Luís Cardoso
Livraria Megafauna São Paulo
06/07
19H
Lançamento de Eliete: A vida normal de Dulce Maria Cardoso
Livraria Gato Sem Rabo São Paulo
07/07
14H
Conversa com Joana Bértholo na USP
Edifício Prof. Antonio Candido de Mello e Souza, Av. Prof. Luciano Gualberto, 403, Cidade Universitária, USP
07/07
19H
Afonso Cruz & Joana Bértholo apresentam seus olhares literários
Livraria da Tarde - R. Cônego Eugênio Leite, 956
08/07
19H
Gonçalo M. Tavares e Teolinda Gersão – apresentação da editora Oficina Raquel
Livraria da Travessa - R. dos Pinheiros, 513 - Pinheiros
08/07
19H
Teolinda Gersão e Gonçalo M. Tavares
Livraria da Travessa Pinheiros
09/07
19H
Língua e Canção - Kalaf Epalanga e Cacá Machado - Isa Grinspum
Museu da Língua Portuguesa
09/07
19H
Quintal da Língua Portuguesa com Teolinda Gersão
Travessa do Leblon
11/07
11H
Teolinda entre nós
Instituto de Letras da UFF
12/07
11H
Teolinda entre nós
Faculdade de Letras da UFRJ
12/07
20H
Valter Hugo Mãe - As Doenças do Brasil
Museu do Amanhã - Rio de Janeiro
13/07
17H
Teolinda entre nós
UERJ
18/07
19H
Valter Hugo Mãe - As Doenças do Brasil
Grande Teatro do Palácio Das Artes - Belo Horizonte
Afonso
Cruz
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Nascido em 1971 na Figueira da Foz, Afonso Cruz estudou na Escola de Belas Artes de Lisboa e no Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira. Depois do curso, realizou vários filmes de animação e publicidade. Hoje não é apenas escritor, mas também ilustrador, músico e cineasta.
Desde 2008, publicou cerca de trinta livros – romances, peças de teatro, livros de não-ficção, livros infanto-juvenis e uma enciclopédia ficcional. As suas obras receberam vários prémios e foram traduzidas para outras línguas. Os romances mais importantes são Os Livros que Devoraram o Meu Pai (2009), premiado com o Prémio Literário Maria Rosa Colaço, A Boneca de Kokoschka (2010), pelo qual recebeu o Prémio Literário Europeu, Jesus Cristo Bebia Cerveja (2012), eleito o melhor livro do ano pela revista Timeout, e Para Onde Onde Vão os Guarda-Chuvas (2013), distinguido com o Prémio Autores da Sociedade Portuguesa de Autores.
Dulce
Maria
Cardoso
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Dulce Maria Cardoso nasceu em 1964 em Trás-os-Montes. É uma das mais relevantes vozes literárias portuguesas. Passou a sua infância em Angola e retornou a Portugal em 1975, pouco depois do 25 de Abril e da independência de Angola. Dulce Maria Cardoso estudou Direito, trabalhou como advogada e escreveu guiões para o cinema. A autora recebeu vários prémios pela sua obra literária, tais como o Prémio da União Europeia para a Literatura 2009 por Os Meus Sentimentos ou o Prémio do PEN Clube Português 2011 por O Chão dos Pardais.
O seu romance O Retorno foi distinguido com o Prémio Especial da Crítica 2011 e considerado o livro do ano 2011. De igual forma, ficou em 4º lugar nos dez melhores livros do jornal financeiro francês Les Échos no ano de 2014.
Francisco
José
Viegas
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Francisco José Viegas foi professor, e é jornalista, escritor e editor. Colaborou em inúmeros jornais e revistas portugueses e foi também autor de programas sobre livros de rádio e televisão. Foi diretor da Casa Fernando Pessoa. Entre 2011 e 2012, assumiu o cargo de Secretário de Estado da Cultura.
Tem uma vasta obra publicada, que passa pela poesia, ficção, teatro, livros de viagens, entre outros. O seu romance Longe de Manaus (publicado pela Record) foi vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores. O livro A Luz de Pequim, que é publicado no Brasil para a Bienal pela Gryphus, venceu o Prémio Fernando Namora em 2020. Francisco José Viegas tem-se dedicado a escrever também sobre gastronomia, e integrará o Cozinhando com Palavras da Bienal.
Joana
Bértholo
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Nascida em Lisboa em 1982, Joana Bértholo é dramaturga e escritora. Estudou design gráfico em Lisboa e estudos culturais na Universidade Europeia Viadrina em Frankfurt (Oder). Foi voluntária da Eloisa Cartonera em Buenos Aires e participou, em diversos países, em performances ligadas à literatura, arte do livro, ecologia e design. Durante algum tempo foi editora do jornal gratuito "Pedal" e dirigiu uma pequena editora de livros feitos à mão.
Em 2010 publicou o seu primeiro romance, Diálogos para o Fim do Mundo, a que se seguiu Havia em 2012, adaptado várias vezes para teatro no Brasil, e o romance O Lago Avesso em 2013. Seguiu-se Inventário do Pó, livro de contos. Em 2018, O Museu do Pensamento foi eleito Melhor Livro Infantil pela Sociedade Portuguesa de Autores. O seu romance Ecologia foi finalista dos mais prestigiados prémios em língua portuguesa (Associação Portuguesa de Autores, PEN clube, Correntes D’Escritas, DST; e semi-finalista do Prémio Oceanos).
Em teatro, Quarto Minguante, a sua primeira peça longa, foi encenada no Teatro Nacional D. Maria II em 2018. A segunda, Corpo/Arena, estreou em Itália.
Kalaf
Epalanga
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Kalaf Epalanga, nascido em Benguela em 1978, é um conhecido músico e escritor que veio viver para Lisboa nos anos 90. Como músico, foi cofundador da editora discográfica "A Enchufada", uma plataforma criativa e dinâmica que divulga novos estilos musicais portugueses e que lançou a banda Buraka Som Sistema, vencedora de um MTV Europe Music Award. Colabora com o jornal Público numa coluna de crónicas literárias.
Kalaf Epalanga publicou os livros Estórias de amor para meninos de cor (2011), O Angolano que comprou Lisboa (por metade do preço) (2014) e Também os brancos sabem dançar (2018).
Luís
Cardoso
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Luís Cardoso nasceu em 1958, em Kailako, uma vila no interior de Timor que aparece por diversas vezes referenciada nos seus romances. Conhece e fala diversos idiomas timorenses. Frequentou colégios missionários – de Soibada e de Fuiloro e, posteriormente, o seminário dos jesuítas em Dare e no Liceu Dr. Francisco Machado em Díli. É licenciado em Silvicultura pelo Instituto Superior de Agronomia de Lisboa. Desempenhou as funções de Representante do Conselho Nacional da Resistência Maubere em Portugal. Em 2021 é distinguido com o Prémio Oceanos pelo seu romance O Plantador de Abóboras, tornando-se o primeiro autor de Timor-Leste a recebê-lo.
Maria Inês
Almeida
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Formada em jornalismo pela Universidade Católica Portuguesa, Maria Inês Almeida é mãe de dois filhos e dedica-se principalmente à literatura infantil e juvenil. Já publicou mais de 55 livros. Em 2005 recebeu o "Prémio Revelação" do Clube de Jornalistas português. Os seus livros Quando eu for… Grande, traduzido para espanhol e mandarim, e Sabes onde é que os teus pais se conhecem? fizeram parte da lista "100 Livros para o Futuro", apresentada em 2012 na Feira Internacional do Livro Infantil em Bolonha. Vários dos livros de Maria Inês Almeida integram o Plano Nacional de Leitura.
Paulina
Chiziane
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Nasceu em Moçambique, em 1955. Durante a juventude fez parte da Frente de Libertação Nacional (Frelimo), com a qual se deixou de envolver, dedicando-se por inteiro à escrita.
Estudou linguística na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, sem concluir o curso. Ficcionista, Chiziane começou a sua carreira literária por volta de 1984, publicando vários contos na imprensa moçambicana (Domingo, na Página Literária, e na revista Tempo). A sua primeira obra, Balada de Amor ao Vento, publicada após a independência (1990), é considerado o primeiro romance de uma mulher moçambicana. Niketche: Uma História de Poligamia (2002) recebeu, em 2003, o Prémio José Craveirinha de Literatura, promovido pela Associação Escritores Moçambicanos.
Em 2014, foi agraciada com o grau de Grande Oficial da Ordem Infante D. Henrique. Em 2021, tornou-se a primeira mulher africana a ser distinguida com o Prémio Camões (33ª edição).
Ricardo
Araújo
Pereira
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Ricardo Araújo Pereira (Lisboa, 1974) é licenciado em Comunicação Social pela Universidade Católica, e começou a sua carreira como jornalista no Jornal de Letras. É guionista desde 1998. Em 2003, com Miguel Góis, Zé Diogo Quintela e Tiago Dores, formou o Gato Fedorento. Escreve semanalmente na Visão (Portugal) e na Folha de S. Paulo (Brasil) e é um dos elementos do antigo programa Governo Sombra, que agora se intitula Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer.
Com a Tinta-da-china, publicou seis livros de crónicas — entre os quais, Novas Crónicas da Boca do Inferno (Grande Prémio de Crónica APE 2009), Reaccionário com Dois Cês (2017) e Estar Vivo Aleija (2018) —, além de três volumes de Mixórdia de Temáticas e um ensaio: A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram num Bar (2016, também publicado no Brasil). No Brasil está ainda publicada a coletânea de crónicas Se não entenderes eu conto de novo, pá (Tinta da China Brasil 2012).
Coordena a coleção de Literatura de Humor da Tinta-da-china, que publicou livros de Charles Dickens, Denis Diderot, Jaroslav Hasek, Ivan Gontcharov e José Sesinando, entre outros.
Teolinda
Gersão
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Estudou Germanística, Anglística e Romanística nas Universidades de Coimbra, Tübingen e Berlim, licenciando-se em Filologia Germânica na Universidade de Coimbra em 1963. Foi leitora de Português na Universidade Técnica de Berlim, docente na Faculdade de Letras de Lisboa e posteriormente na Universidade Nova de Lisboa, onde ensinou Literatura Alemã e Comparada.
Considerada uma das maiores escritoras portuguesas da atualidade, foi galardoada com os mais prestigiados prémios literários nacionais, nomeadamente o Grande Prémio de Romance e Novela da APE, o Prémio do PEN Clube (1981 e 1989), o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco, o Prémio Fernando Namora (1999 e 2015) e o Prémio Literário Vergílio Ferreira 2017 pelo conjunto da sua obra.
Foi escritora residente da Universidade de Berkley em 2004. Colaborou em Runa, revista portuguesa de estudos germanísticos. Alguns dos seus contos e livros têm sido adaptados ao cinema e ao teatro e encenados em Portugal, na Alemanha e na Roménia.
Em 2018 foi-lhe atribuído o Marquis Lifiteme Achievement Award.
Valter
Hugo Mãe
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Valter Hugo Mãe é um escritor português, nascido em Angola em 1971. Tem uma licenciatura em Direito e uma pós-graduação em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea. Em 1999 fundou a Quasi edições e, em 2006, a editora Objecto Cardíaco. É autor de uma vasta obra, que se estende da poesia à literatura infantil, e que está traduzida em várias línguas e publicada no Brasil. Atinge o reconhecimento público com o seu segundo romance, O remorso de Baltazar Serapião (2006), que lhe valeu o Prémio Literário José Saramago em 2007. Valter Hugo Mãe tem a sua poesia reunida no volume Publicação da mortalidade.
António
Jorge
Gonçalves
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António Jorge Gonçalves nasceu em 1964, em Lisboa. Licenciou-se em Design de Comunicação, na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, e é mestre em Cenografia para Teatro, pela Slade School of Fine Art, em Londres, onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
O seu trabalho envolve ilustração editorial, cartoon político e performance visual. É autor de vários livros de banda desenhada, entre os quais se destacam a trilogia Filipe Seems (com Nuno Artur Silva) e as novelas gráficas A Arte Suprema e Rei (com Rui Zink). Publicou semanalmente cartoons políticos no Inimigo Público, entre 2003 e 2018. Fez a direcção visual de várias peças de teatro, entre as quais O Que Diz Molero e Arte e Como Fazer Coisas Com Palavras, e criou o projecto Subway Life. Em 2014, recebeu o Prémio Nacional de Ilustração pelo livro Uma Escuridão Bonita, de Ondjaki.
Filipe
Melo
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Filipe Melo nasceu em Lisboa. Dedicou-se cedo ao estudo do piano, jazz e improvisação, tendo passado pelo Hot Club Portugal e o Berklee College of Music em Boston. Não se restringido a uma só arte, a sua carreira abrange também uma galardoada passagem pelo cinema e pela banda-desenhada. Nesta última, o seu nome tornou-se conhecido ao colaborar com o desenhador argentino Juan Cavia. Parceria profícua, dela nasceu a trilogia As Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy e obras como Os Vampiros, livro onde se propõe revistar o imaginário da guerra colonial. Editado em Portugal pela Tinta-da-china, e nos Estados Unidos pela Dark Horse, viu a sua obra ao lado de grandes nomes do meio como Mike Mignola.
Filipe Melo participou em 2016 no Graphic Novel Day do Festival Internacional de Literatura de Berlim (ilb).
Gonçalo
M. Tavares
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Gonçalo M. Tavares nasceu em Luanda em 1970. Desde a publicação do seu primeiro livro, tem sido distinguido com diversos prémios e é visto como umas das grandes surpresas da literatura recente portuguesa. Em 2005 arrecadou o Prémio José Saramago para jovens autores com menos de 35 anos. No seu discurso de atribuição do prémio, José Saramago afirmou: "Jerusalém é um grande livro que pertence à grande literatura ocidental".
O seu romance Aprender e Rezar na Era da Técnica recebeu em França o prestigiado "Prize of the Best Foreign Book 2010", prémio atribuído igualmente a autores como Gabriel García Márquez, Elias Canetti, John Updike, Mario Vargas Llosa ou António Lobo Antunes. O romance foi ainda selecionado para a shortlist dos importantes prémios franceses "Femina Étranger" e "Médicis". A obra de Gonçalo M. Tavares está publicada em 55 países e foi traduzida para mais de 30 línguas.
José Luís
Peixoto
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José Luís Peixoto nasceu em 1974 e estudou Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) na Universidade Nova de Lisboa. É autor de romances, poemas, peças de teatro, literatura de viagens e artigos de jornal. O autor recebeu já inúmeros prémios pelas suas obras, incluindo o Prémio José Saramago de Literatura. Os seus romances foram traduzidos em várias línguas. Em alemão estão publicados os títulos "Uma Casa na Escuridão" ("Das Haus im Dunkel", 2015) e "Cemitério de Pianos" ("Friedhof der Klaviere", 2017).
Em 2020, o autor fez parte da delegação de autores portugueses que participou no festival literário de Leipzig, Literarischer Herbst (Outono Literário).
Lídia
Jorge
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Lídia Jorge estreou-se com a publicação de O Dia dos Prodígios em 1980, um dos livros mais emblemáticos da literatura portuguesa pós-revolução. Desde então tem publicado vários títulos nas áreas do romance, conto, ensaio e teatro. Em 1988, A Costa dos Murmúrios abriu-lhe as portas para o reconhecimento internacional, tendo sido posteriormente adaptado ao cinema por Margarida Cardoso. Entre muitos outros, são de realçar títulos como O Vale da Paixão, O Vento Assobiando nas Gruas, Combateremos a Sombra ou Os Memoráveis, obra que tem sido considerada como uma poderosa metáfora dos desenvolvimentos pós-revolucionários e do árduo caminho para a democracia.
Aos seus livros têm sido atribuídos os principais prémios nacionais, alguns deles pelo conjunto da obra, como o Prémio da Latinidade, o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores, ou mais recentemente o Prémio Vergílio Ferreira de 2015. No estrangeiro, entre outros, Lídia Jorge venceu em 2006 a primeira edição do prestigiado prémio ALBATROS da Fundação Günter Grass e, em 2015, o Grande Prémio Luso-Espanhol de Cultura.
Maria do
Rosário
Pedreira
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Nascida em Lisboa, em 1959, Maria do Rosário Pedreira é, além de escritora, poeta e letrista, editora de literatura portuguesa no Grupo Leya. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Clássica de Lisboa, iniciou a atividade editorial no final dos anos 80. Trabalhou em várias editoras, entre as quais, a Temas e Debates, editora do grupo Bertelsmann, onde começou a lançar novos autores portugueses no final dos anos 90.
Foi diretora de publicações da Sociedade Portugal-Frankfurt/97, responsável pela presença de Portugal como País Convidado na Feira do Livro de Frankfurt, e editou os catálogos das exposições temáticas da Expo 98.
Como escritora, publicou vários trabalhos de ficção, poesia, crónicas e literatura juvenil, com destaque para a coautoria da famosa coleção para crianças "Clube das Chaves". É autora de várias letras cantadas por importantes figuras do Fado como Carlos do Carmo, Ana Moura, Aldina Duarte, entre outros. Tem um blogue sobre livros e edição e escreve regularmente para jornais.
Matilde
Campilho
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Matilde Campilho nasceu em Lisboa, em 1982. Estudou Literatura e História da Arte. Tem dois livros publicados: Jóquei é um livro de poemas - saiu em 2014 em Portugal, em 2015 no Brasil, e em 2017 em Espanha. Em 2020, Matilde lançou Flecha, um livro de histórias curtas. É também locutora de rádio. Vive e trabalha em Lisboa.
Pedro
Eiras
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Nasceu no Porto em 1975. Ensaísta, crítico literário, dramaturgo, poeta, romancista e tradutor, Pedro Eiras é doutorado em Literatura Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde é professor auxiliar e investigador do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. Dedica-se especialmente ao estudo dos autores portugueses e franceses dos séculos XIX e XX e publica regularmente crónicas e ensaios em revistas e jornais especializados, como Relâmpago, Jornal de Letras Artes e Ideias, Ciberkiosk, Quadrant, Tinta, Latitudes, entre outras.
É membro da rede internacional LyraComPoetics. Frequentou oficinas de escrita de teatro dirigidas por António Mercado, Raimondo Cortese e Luísa Costa Gomes, e seminários sobre teatro orientados por Joseph Danan, Silvana Garcia, Paulo Eduardo Carvalho e Maria Helena Serôdio. Participa, desde Novembro de 2001, num conselho de leitura do Dramat Centro de Dramaturgias Contemporâneas. Foi-lhe atribuída uma menção honrosa do Prémio Bernardo Santareno/Novos Dramaturgos 2005 (da Sociedade Portuguesa de Autores) pelo texto Todos os direitos reservados.
Rui
Tavares
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Rui Tavares (Lisboa, 1972) é escritor e historiador, com estudos em História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa, em Ciências Sociais pela Universidade de Lisboa e em História e Civilizações pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, onde defendeu a sua tese de doutoramento sobre a censura portuguesa no século XVIII, «Le Censeur Éclairé», que constitui a base de O Censor Iluminado. Investigador associado do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, é actualmente policy leader fellow no Instituto Universitário Europeu de Florença. É cronista no jornal Público e comentador da RTP. Foi eurodeputado (2009-2104) e é um dos fundadores do partido LIVRE, de que é deputado.
Com a Tinta-da-China publicou O Pequeno Livro do Grande Terramoto (prémio RTP/Público Melhor Ensaio 2005), traduzido em russo e que será em breve publicado em Itália; Pobre e Mal Agradecido (crónicas, 2006); O Arquitecto (teatro, 2007), também publicado no Brasil; O Regicídio (ensaio, 2008; com Maria Alice Samara), O Fiasco do Milénio (crónicas, 2009); A Ironia do Projeto Europeu (ensaio, 2012); Esquerda e Direita: Guia histórico para o século XXI (ensaio; 2015); O Censor Iluminado (ensaio; 2018). É coordenador da colecção Portugal, uma Retrospectiva, publicada na Tinta-da-china durante o ano de 2019.
As suas traduções de Cândido, ou o Optimismo, de Voltaire, e de Tratado da Magia, de Giordano Bruno, estão também publicadas na Tinta-da-China.
Valério
Romão
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Valério Romão nasceu em 1974 em Clermont-Ferrand, e veio para Portugal aos dez anos de idade. Estudou filosofia em Lisboa, onde vive há muitos anos, e trabalhou até recentemente como informático. É autor de uma obra narrativa, com vários romances, mas também dramaturgo. Traduziu Samuel Beckett e Virginia Woolf para português, entre outros.
O seu primeiro romance mais longo, Autismo, foi publicado em 2012 pela editora Abysmo e traduzido para francês. Com isto, ao lado de Gonçalo M. Tavares, Valério Romão foi selecionado em 2016 para a short list do Prémio Femina, o prestigiado prémio literário para o melhor romance estrangeiro publicado em francês. Autismo é o primeiro volume de uma trilogia intitulada "Paternidades Falhadas", que se encerra com as obras O da Joana e Cair para Dentro. A escrita de Romão gira em torno do tema da "família" e centra-se frequentemente nas doenças (autismo ou Alzheimer).
Ganhou uma Bolsa de Criação Literária do Ministério da Cultura / DGLAB em 2020.

Press Release

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